Divagando…

Quando eu ainda trabalhava como engenheira na Lignt eu sonhava em criar um espaço onde as pessoas poderiam fazer as festa de suas crianças e ter um espaço para que os adultos pudessem conversar enquanto suas crianças se divertiriam com supervisão.

Não cheguei a viabilizar e a minha “brilhante ideia” começou a proliferar em todos os cantos do Rio de Janeiro. Desisti!! Não dava para bancar aquela superprodução que os buffets trouxeram com brinquedos enormes, espaços enormes e aquelas mesas enormes, verdadeira parafernália de personagens, nem sempre numa mesma escala ou numa mesma linguagem…

Nunca fiz as festas dos meus filhos em nenhum deles. Fiz, sim, quando começavam a ficar mocinhos, 10 ou 11 anos, numa discoteca, a Vogue, que fazia matinês infantis. Você fechava e fazia a festa lá. Como diz minha filha mais velha, no tempo em que os 3 andavam na mala da Belina sem cinto de segurança. Hoje não seria mais possível, a avaliação do risco não permitiria.

Começaram as festas dos netos e a primeira festa da primeira neta foi no salão de festas do prédio. A segunda também. produzi tudo, mesa do bolo, mesa de guloseimas, mesa de brindes de saída, tudo! E na terceira a mãe já achou que deveria fazer num buffet. Produzi só os brindes que foram entregue às crianças na saída. A partir daí, nas outras festas dela, já passei a produzir o bolo, a mesa de guloseimas e os brindes de saída, apesar das mesas enormes do parabéns e dos brinquedos barulhentos

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Mais tarde, no primeiro aniversário da segunda neta, conheci outro tipo de buffet. São conhecidos como buffets alternativos, sem brinquedos eletrônicos, sem aquela poluição sonora, parecidos com os quintais que tínhamos nas nossas casas antigamente. Produzimos tudo, como uma festa em casa, mas num espaço amplo e gostoso, que não temos mais nos nossos apartamentos, cada vez mais compactos. As festas de 2 e 3 anos foram no salão de festas do meu prédio e, sempre, eu e a mãe dela produzimos tudo!!

Peppa

O primeiro aniversário do meu neto, como muitas vezes acontece, foi uma festa mais da família, com os primos e poucas crianças, no salão do prédio. Quando ele fez dois anos, só os primos numa festa dentro do apartamento. Tudo foi produzido com o mesmo cuidado: mesa de bolo, de comidinhas saudáveis, de brindes na saída, mesmo sendo poucas crianças. Meu neto é intolerante à lactose e isso trouxe um novo foco às festas infantis, devem ser saudáveis!

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Enfim, organizando essas idéias, eu vejo que sempre fizemos as nossas festas com o mesmo carinho e o mesmo cuidado, embora com conceitos bem diferentes.Esse diferencial foi percebido e escolhido por algumas pessoas que nos contrataram para fazer suas festas, as festas dos seus filhos.

Acho que seja uma festa intimista, seja uma festa barulhenta, seja uma festa descolada, sempre eles percebem que são o centro de tudo aquilo, recebem bem o nosso carinho traduzido em uma celebração de cada novo ano de vida e, pelo menos no caso da minha neta mais velha que eu produzo também um scrapbook para cada festa de aniversário, é um prazer rever muitas e muitas vezes as fotos e os detalhes da data.

Não sou saudosista, não sonho em reeditar padrões antigos, sigo tendências sempre com novo entusiasmo, vejo cada vez mais uma proposta de fazer festas mais saudáveis, menos gordices, menos trash food mas a produção do evento, independente do conceito, preenche a fantasia da criança e não vejo como ser diferente… são festas de aniversários de crianças.

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